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Mostrando postagens com o rótulo Friedrich Nietzsche

Estudo do Livre-Arbítrio como Ilusão na Contemporaneidade

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A ilusão do livre arbítrio é um tema mistificado e certas vezes colocado como tabu, a falsa sensação do controle de si e do domínio das situações que rodeiam o humano muita das vezes pode ser vista como conformismo e faz manutenção da 'tranquilidade' e do 'dever' na sociedade. De uma condição Neurológica, passando por entre os ramos da filosofia, até uma análise psicanalítica da sociedade atual é possível analisar as vertentes do que se diz respeito do livre arbítrio. Segue o vídeo introdutório: Cláudia Feitosa-Santana, aborda nesse vídeo algo interessante, a capacidade que o nosso cérebro tem de decidir ações antes mesmo de conscientemente pensarmos em decidir. Instintos básicos como a necessidade de comer e beber, a busca do prazer e a sobrevivência são caracterizações dessas decisões prévias. O caso do homem com transgressão sexual no vídeo nos mostra como até tipos de comportamentos marginalizados podem ser produzidos de forma involuntária, no...

Resumo, Cap 2, Humano, demasiado Humano (NIETZSCHE)

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Contribuição à História dos Sentimentos Morais 36 .Objeção "De fato, uma fé cega na bondade da natureza humana, uma arraigada aversão à análise das ações humanas, uma espécie de pudor frente à nudez da alma podem realmente ser mais desejáveis para a felicidade geral de um homem do que o atributo da penetração psicológica, vantajoso em casos particulares." Nietzsche com esse argumento define esse aforismo inicial do capítulo, ele argumenta que aquilo que o mundo chama de virtude não é, via de regra, se não o fantasma formado por nossas paixões, ao qual se dá o nome honesto para impunentemente fazer o que quer se fazer, ele começa a realizar os primeiros esboços da matriz da natureza humana e cita também La Rochefoucauld que era mestre em estudo da alma. 37 .Não obstante "As consequências podem hoje ser vistas claramente, depois que muitos exemplos provaram que em geral os erros dos maiores filósofos têm seu ponto de partida numa falsa explicação de...

Resumo, Cap 1, Humano, demasiado Humano (NIETZSCHE)

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Das coisas primeiras e últimas 1 .Química dos Conceitos e Sentimentos "A humanidade gosta de afastar da mente as questões acerca da origem e dos primórdios: não é preciso estar quase desumanizado, para sentir dentro de si a tendência contrária?" Aqui Nietzsche idealiza a questão do ilógico e do lógico, contempla desinteressadamente o desejo cobiçoso e disserta brevemente e introdutoriamente sobre os conceitos da base metafísica. Ele leva o leitor a questionar sobre a influência do básico e a banalização do mesmo, a falta de visão dos humanos sobre o comum, o ordinário. "E se essa química levasse a conclusão de que também nesse domínios as cores mais magníficas são obtidas de matérias vis e mesmo desprezadas?" 2 .Defeito hereditário dos Filósofos " Mas tudo que o filósofo declara sobre o homem, no fundo, não passa de testemunho sobre o homem de um espaço de tempo bem limitado. Falta de sentido histórico é o defeito hereditário de to...

Poesia Nietzscheana (NIETZSCHE)

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Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar,  para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu.  Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o. ~Dave Bastos

UBERMENSCH (Além-do-Homem)

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É aqui onde conceitos como: Amor Fati, Eterno Retorno e Vontade de Potência convergem. O Além-Homem ou Super-Homem traz a ideia algo que se supera, o super Homem deixa sua forma de Homem para trás apenas para transcender, se desfaz da casca que se tornou demasiadamente apertada. O Super-Homem é aquele que vence o Niilismo, supera a forma de homem velha e desgastada, supera todos os humanismo, toda a cultura que prende em si mesmo, em contraposto, o homem do ressentimento é aquele Homem preso á seu tempo, amargurado que não consegue ir além da pura e bruta conservação. O Super-Homem vem como a negação dos valores vigentes: ousadia no lugar de segurança, auto-disciplina ao invés de auto-piedade, esquecimento ao invés de ressentimento, transcendência ao invés de comodismo.  "Se o homem consegue adquirir a convicção filosófica da necessidade absoluta de todas as ações e, ao mesmo tempo, da total irresponsabilidade destas, se consegue converter essa convicção em carne e em san...

Amor Fati como Quebra ao Niilismo

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“Amor fati: seja este, doravante, o meu amor! Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que a minha única negação seja desviar o olhar! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia, apenas alguém que diz sim!” [A Gaia Ciência] Pelo latim (Amor ao destino), o Amor Fati é um conceito de transcendência, de quebra as raízes da depressão pós moderna, de superação da visão deturpada do mundo decadente. Nietzsche diria que o amor fati é por definição "o amor pelo mundo como ele é". Pode-se dizer que esse conceito é o possível resultado do desafio imposto pelo demônio metafórico nietzschiano sobre o Eterno Retorno, ele representa a plena aceitação da imanência (Princípio e Fim), de um mundo onde deus está morto [O humano matou deus]. Quem sobreviveria ao niilismo seria apenas a pessoa que aceitasse o (Sim) metaforicamente, o sim a vida. O sim como palavra e como atitude justifica toda a existência, trazendo novos senti...

Conceito do Eterno Retorno

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[Ewige Wiederkunft] (E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta dia...

Supervalorização da Humildade

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"Quando é pisado o verme se encaracola. Atitude inteligente. Assim diminui a probabilidade de ser pisado novamente. Na linguagem da moral: humildade." - Nietzsche, friedrich Pensando a partir desse contexto pode-se afirmar uma critica nietzschiana a supervalorização da humildade, convenhamos, deve-se num saber geral olhar a humildade como se fosse um mal a sociedade, a inferiorização de si em troca da valorização de si pelo outro. Como isso faz sentido num contexto onde a sociedade seleciona os melhores e esmaga sem dó os inferiores? Não seria hipocrisia? Em outro ponto de vista pode-se analisar o ato de ser humilde como um complexo de inferioridade latente que se encaixa no contexto da psique de quem defende com afinco esse adjetivo - como deixa claro Freud em (O Mal estar na Civilização), para Freud o ato de se diminuir parte da necessidade de colocar o outro acima, ora, com que intuito isso se estabelece? Com nada mais que a premissa de recompensa, de poder estar ...

Crítica a Razão Socrática

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"Todos esses maiores sábios - não eram só decadentes, como sequer eram sábios de verdade."  Afirmação de Nietzsche sobre os filósofos gregos em que menciona Sócrates e Platão como sendo símbolos de decadência em Atenas (Sintomas de degeneração) como disse ele. Boa parte do que Nietzsche busca com essas postulações é que se faça uma critica consciente atual sobre a necessidade dos dois filósofos gregos em se ater tanto a razão. Nietzsche acreditava que a necessidade socrática  em reprimir os instintos era uma doença. Sócrates acreditava na equação Razão = Virtude = Felicidade, ou seja, o homem só encontra a real felicidade a partir da supressão dos instintos e o abraço à razão. Nietzsche o condena. diz: "Precisar combater os instintos - essa é a definição de decadência: enquanto a vida é ascendente, felicidade e instinto são a mesma coisa". Claramente pode se observar a relutância nietzschiana em aceitar a racionalidade como forma de erudição, como se n...